Política
De que lado vc está? (Política) escrito em terça 30 março 2010 14:40
Governador do Tocantins (Política) escrito em quinta 16 julho 2009 09:03
(foto: Palacio Araguaina - Palmas - TO)
Olá caros leitores....
Decidi criar um blog para que possamos falar de coisas do cotidiano, coisas que estão acontecendo no nosso dia-a-dia e que sempre dá o que falar nas rodinhas de bares, nos estádios (quando a partida ta um marasmo só), nos intervalos para cafés nas empresas etc.
O espírito é: Vamos comentar, sem difamar. Trataremos inicialmente da cassação do Governador do Estado do Tocantins, excelentíssimo Marcelo Miranda, que sob várias acusações de crimes eleitorais, se vê em um de seus piores momentos (alias pra qualquer político).
Política, palavra que está sempre em nossas bocas não é mesmo? Vejamos a origem dela:
Os Gregos antigos estavam organizados em cidades-estados que eram denominadas polis, com isso surge uma das palavras: politiké, que seria a política em geral, em francês: politique, que nessa língua era definida como “ciência do governo dos Estados”.
Basicamente o termo determinava os procedimentos das polis (cidades-estados). Como disse Nicolal Maquiavel em O príncipe, política é a arte de conquistar, manter e exercer o poder, o próprio governo. Para Hannah Arendt, filosofa alemã, política “trata-se da convivência entre diferentes”, pois a política “baseia-se na pluralidade dos homens”, ora se pluralidade está relacionada na coexistência de diferenças, a igualdade que deve ser alcançada levando em conta o exercício de interesses, que sempre estão em conflito. É a liberdade e não a justiça, pois a liberdade diferencia “o convívio dos homens na polis de todas as outras formas de convívio humano, bem conhecidas pelos gregos”.
Existem divergências sobre o assunto, mas basicamente é isso.
Os políticos têm o poder!!! E o nosso Governador abusou desse poder, no processo contra ele há acusações de promessa de vantagens a eleitores, preenchimento de cargos públicos de forma irregular, distribuição de bens custeados pelo serviço público, uso indevido de meios de comunicação e doações de 14 mil cheques-moradia (Fonte: G1.globo.com) .
Vejamos, um político pode fazer tudo isso? Pode, se ele quiser pode! Mas não deve. Dentre o poder executivo do Estado, o cargo de Governador é o cargo político que representa a autoridade máxima. Somente em Países cujo pacto é federativo, o governador é eleito de quatro em quatro anos, através de votação. A principal função do governador é de chefiar o executivo a nível estadual (Fonte: Política – Brasil Escola).
Ele foi cassado por unanimidade no dia 25/06/2009, bem como seu Vice Paulo Sidnei Antunes, o recurso contra o Governador foi apresentado no TSE pela Coligação União do Tocantins (UT) na figura do ex-governador José Wilson Siqueira Campos (PSDB), segundo colocado para o cargo nas eleições de 2006.
De acordo com o processo o relator entendeu como abuso de poder político atos como a distribuição de 80 mil óculos a eleitores, distribuição de lotes dentre outras condutas vedadas pela legislação eleitoral.
Será feita outra eleição, para isso os ministros do TSE, até 1 hora do dia 26/06/2009 continuavam discutindo de que modo seria esse novo pleito, se de forma direta – por meio do voto do eleitor – ou indireta – com a Assembléia Legislativa do Estado escolhendo o sucessor de Marcelo Miranda. – Por meio dos votos dos 24 deputados estaduais
O TSE só devera julgar o recurso contra a cassação do governador no segundo semestre, a decisão ainda precisa ser publicada no Diário da Justiça, e como em julho os ministros entram em recesso, só em agosto deverá haver a publicação. Depois disso, Marcelo terá três dias para recorrer da decisão.
Com isso, quem perde somos nós eleitores, que depositamos confiança em pessoas que muitas vezes erram como qualquer ser humano, mas estão em cargos públicos e serão sempre lembradas por atos como estes, supostamente cometidos pelo governador. Vale lembrar que se ele for absolvido, tudo isso terá sido em vão e ele continuara no cargo. Bom que a verdade prevaleça, é o que esperamos sempre.







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